COVID-19 e a pessoa com Parkinson

Updated: Mar 22

A infecção pelo corona vírus 2 (SARS-CoV-2) resulta em uma doença respiratória aguda, que conhecemos como COVID-19. Se iniciou na China e de forma surpreendente atingiu todo globo, em uma escala nunca antes vista, o que despertou uma grande preocupação na população, incluindo as pessoas com o diagnóstico de doença de Parkinson.

Ficou bem definido que a doença de Parkinson não é fator de risco, mas como se trata de enfermidade bastante heterogênea não existe uma classificação global. Ter Parkinson, por si só, não aumenta o risco de contrair COVID-19 ou, se você se contaminar, de ter uma doença mais grave. No entanto em fases avançadas, pessoas parkinsonianas apresentam diminuição de mobilidade ou problemas de deglutição, o que aumenta o risco de pneumonia e assim, nessas pessoas o risco de contaminação por SARS-CoV-2 também é aumentado.

Outro ponto é, o diagnóstico de doença de Parkinson é mais comum em pessoas acima de 65 anos, que também apresentam mais frequentemente diagnósticos paralelos, como doenças cardíacas ou até obesidade, e essas comorbidades são responsáveis por maior gravidade de uma possível infeção por SARS-CoV-2. 

Por exemplo, se você tem 45 anos e acabou de ser diagnosticado com Parkinson e não tem nenhum outro diagnóstico o seu risco é o mesmo de qualquer pessoa da sua idade que não tenha Parkinson, ou seja “tome cuidados de rotina”. Agora se você é mais velho, está em uma fase mais avançada com movimentação diminuída e tem outras condições, como doenças cardíacas, pulmonares ou renais, você pode precisar tomar mais precauções pois se contaminado pode ter uma doença mais grave, assim “só saia de casa quando realmente necessário”.

Embora não se saiba ainda como o COVID-19 afeta especificamente a pessoa com Parkinson devemos lembrar que qualquer infeção, como de urina, pneumonia ou gripe, pode piorar temporariamente os sintomas parkinsonianos. Assim, uma pessoa com Parkinson que tenha COVID-19 pode apresentar maior dificuldade de movimentação por aumento do período off, por exemplo. Outro ponto é que muitas das medicações utilizadas para tratamento dos sintomas mais comuns na COVID-19, como a tosse, podem ter interação com as medicações antiparkinsonianas e com isso diminuir seu efeito piorando os sintomas do Parkinson em si.

Apoio

Dra. Manuelina Mariana Capellari Macruz Brito

Neurologista

CRM: 138102-SP

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