Neuromodulação proporciona melhor qualidade de vida para pacientes com Parkinson


Escrito por Jéssica Mayara, do Estado de Minas Saúde

Sem cura, a doença de Parkinson tende a ser debilitante aos pacientes acometidos pela patologia. Porém, uma nova tecnologia, recentemente implantada no Brasil, promete revolucionar o manejo da doença, proporcionando autonomia e melhor qualidade de vida ao doente.

Trata-se de um dispositivo de neuromodulação. Para além de controlar os sinais da patologia, ele é composto de um sistema de monitoramento contínuo capaz de captar os sinais cerebrais do paciente 24 horas por dia.

Assim, o médico pode acompanhar de forma precisa os sintomas da doença, analisando os resultados e adequando a terapia sem a necessidade de recorrer somente à avaliação clínica ou relatos de impressões pessoais de pacientes ou cuidadores.

Para ter acesso aos dados, o médico só precisa instalar um aplicativo. Todos os eventos são compartilhados em uma espécie de diário digital com a equipe médica, que poderá comparar e identificar tendências e mudanças ao longo do tempo.

Além disso, o dispositivo permite que o paciente seja submetido a ressonâncias magnéticas, um dos principais exames de controle do Parkinson.

“Chamado de DBS (do inglês, Deep Brain Stimulation), esse é um dispositivo implantado cirurgicamente, semelhante a um marcapasso cardíaco, para fornecer estimulação elétrica a áreas precisamente direcionadas do cérebro”, explica o neurocirurgião Murilo Marinho, especialista em distúrbio do movimento.

De maneira simplificada, Murilo Marinho elucida que, além de atenuar os sintomas da doença, as informações disponíveis pelo monitoramento cerebral podem ser usadas para rastrear o estado do paciente ao longo do dia e, por meio de programação expandida, permitir um controle mais preciso da terapia, mesmo a distância. Para além do Parkinson, o dispositivo pode ser um bom tratamento auxiliar para outros distúrbios neurológicos.

Em comparação com o tratamento tradicional – medicamentoso –, Murilo Marinho pontua que o uso da técnica de neuromodulação é benéfico, haja vista que, apesar de sucesso no início da terapia, os remédios utilizados para tratar o Parkinson perdem a eficácia com o tempo, bem como são capazes de causar reações adversas entre 20% e 30% dos casos.

Acesse para ler a matéria na Íntegra: https://www.em.com.br/app/noticia/bem-viver/2020/12/14/interna_bem_viver,1220328/neuromodulacao-melhora-qualidade-de-vida-de-pacientes-com-parkinson.shtml

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