Parkinson – Quando a medicação não faz mais o mesmo efeito


A levodopa é a principal medicação usada para substituir a dopamina no cérebro em pacientes com Parkinson. Hoje sabemos que cerca de metade dos pacientes, após quatro a cinco anos de tratamento com a medicação, vai apresentar flutuações de sintomas, pois a medicação deixa de funcionar com tanta eficácia. O paciente se sente melhor ao tomar a medicação, porém antes do horário determinado para a próxima dose os sintomas voltam (rigidez muscular, lentidão de movimentos e tremores). Com o passar do tempo, o efeito da levodopa fica cada vez menor.

Várias medidas podem ser tomadas para resolver o problema das flutuações, alguns médicos realizam ajustes nas doses da levodopa e em alguns casos uma segunda medicação pode ser adicionada ao tratamento. O paciente também deve ingerir a levodopa fora das refeições, uma vez que as proteínas podem interferir na absorção da medicação. Por fim, a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS) tem se mostrado útil para muitos pacientes.

É importante lembrar que o tratamento da doença de Parkinson é feito sob medida para cada paciente e se baseia em uma combinação de medicamentos, reabilitação e cirurgia que depende inteiramente de como os sintomas se desenvolvem.

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