Qualidade de vida na doença de Parkinson


Com a progressão da doença de Parkinson (DP), os sintomas motores e não-motores começam a afetar as atividades diárias dos pacientes, interferindo diretamente no bem-estar de cada indivíduo. “No decorrer da progressão da doença pode ocorrer um impacto considerável na qualidade de vida e no funcionamento psicológico e social”, comenta Dra. Lorena Broseghini.


É importante identificar os fatores que mais influenciam nesse bem-estar, considerando que tais questões podem não ser evidenciadas no exame clínico por não integrarem a lista de sintomas motores mais conhecidos.

O que é qualidade de vida?

Dr. Flávio Sallem esclarece que qualidade de vida é um indicador das condições básicas e suplementares do ser humano, englobando saúde, bem-estar físico, mental, psicólogico e emocional, e relacionamento familiar, social e profissional.

“Quanto melhor for a mobilidade, bem-estar emocional, suporte social, função cognitiva e comunicação, melhor é a qualidade de vida dos pacientes com doença de Parkinson”, complementa Dra. Lorena Broseghini.

O que muda para um paciente com Parkinson?

As dificuldades que emanam dos déficits físicos e psíquicos degeneram sobremaneira a percepção de saúde individual, com piora dos indicadores de qualidade de vida, explica Dr. Flávio Sallem.

No âmbito físico, a doença gradualmente resulta em uma incapacidade motora, devido os sintomas de rigidez, tremor e lentidão dos movimentos. Já os psíquicos estão relacionados as manifestações não-motoras, que também geram bastante impacto nas atividades diárias dos pacientes com doença de Parkinson. Dra. Lorena Broseghini diz que “estes sintomas abrangem uma série de características clínicas, incluindo problemas cognitivos, neuropsiquiátricos, disfunção autonômica, distúrbios do sono, fadiga e dor”.

O que fazer para ter uma melhor qualidade de vida?

Quando os sintomas são abordados e tratados de forma adequada, os pacientes com Parkinson podem desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Dr. Felipe Saba explica que essa é a principal meta no tratamento do paciente com Parkinson. “Não podemos reverter a doença, mas nosso objetivo é permitir que o paciente conviva com ela sem grandes prejuízos no seu dia dia, dentro do possível”, afirma.

A investigação do bem-estar se torna crucial para a compreensão do curso da doença e pela busca de estratégias que visam promover a saúde física e psíquica desses pacientes, favorecendo, assim, o planejamento de intervenções terapêuticas direcionadas. Muitas pessoas estão interessadas em terapias complementares, por exemplo, que oferecem uma abordagem holística para o corpo, mente e espírito, auxiliando no alívio dos sintomas motores e não-motores da condição.

O reconhecimento da importância desses fatores e o compromisso com a qualidade de vida podem direcionar melhor a prática dos profissionais que atuam diretamente com os pacientes e suas famílias.

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Apoio dos médicos: Dr Flávio Sekeff Sallem, MD, PhD, Neurologista. Dr. Felipe Saba, Neurologista. Dra. Lorena Broseghini Barcelos, Neurologista.

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